Oito vereadores presos em Montes Claros
Mais da metade da Câmara Municipal é acusada de fraudar notas fiscais dos Correios para receber verba indenizatória.
HERALDO LEITE
Mais da metade da Câmara Municipal de Montes Claros, a 417 km de Belo Horizonte, no Norte de Minas, foi presa na manhã de ontem. Oito dos 15 vereadores estão detidos na Cadeia Pública da cidade suspeitos de usarem notas fiscais frias dos Correios para receber a verba indenizatória de gabinete, que chega a R$ 5.000 por mês.
Todos os acusados estão sendo indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsificação ou uso de papéis públicos e furto qualificado. As penas podem chegar a 31 anos de prisão para cada um dos suspeitos. No total, o desfalque pode chegar a R$ 150 mil.
Além dos vereadores, outras quatro pessoas - entre elas o contador da Câmara, Ivan Fonseca de Oliveira " também foram presas. A operação da PF, batizada de "Pombo Correio", surpreendeu os vereadores que foram presos por volta das 6h quando ainda estavam em suas casas.
Um dos presos é o ex-funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Ranieri Robson de Almeida, que confirmou as fraudes.
Segundo o delegado da Polícia Federal Daniel Souza Silva, um dos coordenadores da operação, as investigações começaram em maio deste ano, depois que a PF recebeu uma denúncia anônima de que os vereadores da cidade estavam utilizando notas frias para justificar o recebimento da verba indenizatória.
Foram recolhidos recibos que comprovam o esquema entre janeiro de 2004 e dezembro de 2005 No esquema, cabia a Almeida a emissão das notas que eram entregues aos parlamentares, com a comprovação de despesas postais em valores muito superiores aos preços dos serviços.
Almeida foi demitido da agência dos Correios em dezembro de 2004, mas como ficou com alguns blocos de recibos as fraudes continuaram. Participaram da operação 70 agentes e 12 delegados, que já possuíam mandados de prisão temporária expedidos pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Montes Claros, Milton Lívio Lema Salles.
Mais da metade da Câmara Municipal de Montes Claros, a 417 km de Belo Horizonte, no Norte de Minas, foi presa na manhã de ontem. Oito dos 15 vereadores estão detidos na Cadeia Pública da cidade suspeitos de usarem notas fiscais frias dos Correios para receber a verba indenizatória de gabinete, que chega a R$ 5.000 por mês.
Todos os acusados estão sendo indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsificação ou uso de papéis públicos e furto qualificado. As penas podem chegar a 31 anos de prisão para cada um dos suspeitos. No total, o desfalque pode chegar a R$ 150 mil.
Além dos vereadores, outras quatro pessoas - entre elas o contador da Câmara, Ivan Fonseca de Oliveira " também foram presas. A operação da PF, batizada de "Pombo Correio", surpreendeu os vereadores que foram presos por volta das 6h quando ainda estavam em suas casas.
Um dos presos é o ex-funcionário da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Ranieri Robson de Almeida, que confirmou as fraudes.
Segundo o delegado da Polícia Federal Daniel Souza Silva, um dos coordenadores da operação, as investigações começaram em maio deste ano, depois que a PF recebeu uma denúncia anônima de que os vereadores da cidade estavam utilizando notas frias para justificar o recebimento da verba indenizatória.
Foram recolhidos recibos que comprovam o esquema entre janeiro de 2004 e dezembro de 2005 No esquema, cabia a Almeida a emissão das notas que eram entregues aos parlamentares, com a comprovação de despesas postais em valores muito superiores aos preços dos serviços.
Almeida foi demitido da agência dos Correios em dezembro de 2004, mas como ficou com alguns blocos de recibos as fraudes continuaram. Participaram da operação 70 agentes e 12 delegados, que já possuíam mandados de prisão temporária expedidos pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Montes Claros, Milton Lívio Lema Salles.
Publicado em: 07/07/2006
Morador de MOC faz protesto na Câmara
DA REDAÇÃO
Um grupo de cerca de 50 moradores, liderados pelo Comitê de Combate à Corrupção " ligado à Igreja Católica ", protestou na manhã de ontem, na reabertura dos trabalhos da Câmara de Montes Claros, a 417 km de Belo Horizonte, no Norte de Minas Gerais.
Os manifestantes ocuparam o plenário com faixas, cartazes e distribuíram panfletos exigindo "apuração rigorosa" por parte da Comissão Legislativa de Inquérito (CLI) das denúncias de desvio da verba de gabinete.
No dia 6 de julho, oito dos 15 vereadores da cidade foram presos pela Polícia Federal (PF), acusados de adulteração de recibos de uma franquia dos Correios para o recebimento do benefício de R$ 5 mil mensais.
Ao todo, o desfalque foi calculado em R$ 150 mil. A operação foi batizada de "Pombo Correio" e os vereadores foram presos às 6h quando ainda estavam em suas casas. Eles ficaram presos por 36 horas e foram soltos, mediante habeas-corpus.
A PF também investiga a denúncia de desvio da verba de gabinete na legislatura anterior, por meio de notas de combustíveis. Os vereadores suspeitos negam a acusação. Arquimedes Câmara, advogado de um dos vereadores Júnior Samambaia (PV), alega que houve um "erro administrativo".
Segundo ele, não houve tentativa de enriquecimento ilícito. "Os serviços foram prestados de forma correta e os pagamentos foram feitos. Então, não há qualquer tipo de irregularidade", disse.
Publicado em: 02/08/2006
Um grupo de cerca de 50 moradores, liderados pelo Comitê de Combate à Corrupção " ligado à Igreja Católica ", protestou na manhã de ontem, na reabertura dos trabalhos da Câmara de Montes Claros, a 417 km de Belo Horizonte, no Norte de Minas Gerais.
Os manifestantes ocuparam o plenário com faixas, cartazes e distribuíram panfletos exigindo "apuração rigorosa" por parte da Comissão Legislativa de Inquérito (CLI) das denúncias de desvio da verba de gabinete.
No dia 6 de julho, oito dos 15 vereadores da cidade foram presos pela Polícia Federal (PF), acusados de adulteração de recibos de uma franquia dos Correios para o recebimento do benefício de R$ 5 mil mensais.
Ao todo, o desfalque foi calculado em R$ 150 mil. A operação foi batizada de "Pombo Correio" e os vereadores foram presos às 6h quando ainda estavam em suas casas. Eles ficaram presos por 36 horas e foram soltos, mediante habeas-corpus.
A PF também investiga a denúncia de desvio da verba de gabinete na legislatura anterior, por meio de notas de combustíveis. Os vereadores suspeitos negam a acusação. Arquimedes Câmara, advogado de um dos vereadores Júnior Samambaia (PV), alega que houve um "erro administrativo".
Segundo ele, não houve tentativa de enriquecimento ilícito. "Os serviços foram prestados de forma correta e os pagamentos foram feitos. Então, não há qualquer tipo de irregularidade", disse.
Publicado em: 02/08/2006
Metade dos vereadores de Montes Claros são presos nesta manhã
Operação da Polícia Federal descobriu que eles usavam notas fiscais falsas para receber verba de gabinete de R$ 5 mil por mês.
MONTES CLAROS - A Polícia Federal (PF) prendeu oito dos 15 vereadores de Montes Claros, cidade a 417 km de Belo Horizonte, no Norte de Minas. Todos foram detidos, na manhã de hoje, dentro de casa e estão, neste momento, na carceragem da PF, onde prestam depoimento.
A "Operação pombo-correio", iniciada há três meses, descobriu que eles usavam notas fiscais falsas para receber verba de gabinete no valor de R$ 5 mil por mês. Outras três pessoas foram presas, entre elas, o contador da Câmara Municipal. Os nomes dos oito vereadores não foram divulgados.
http://www.otempo.com.br/emtempo/noticias/?IdNoticia=8228&busca=pombo-correio&busca=pombo-correio&busca=pombo-correio
MONTES CLAROS - A Polícia Federal (PF) prendeu oito dos 15 vereadores de Montes Claros, cidade a 417 km de Belo Horizonte, no Norte de Minas. Todos foram detidos, na manhã de hoje, dentro de casa e estão, neste momento, na carceragem da PF, onde prestam depoimento.
A "Operação pombo-correio", iniciada há três meses, descobriu que eles usavam notas fiscais falsas para receber verba de gabinete no valor de R$ 5 mil por mês. Outras três pessoas foram presas, entre elas, o contador da Câmara Municipal. Os nomes dos oito vereadores não foram divulgados.
http://www.otempo.com.br/emtempo/noticias/?IdNoticia=8228&busca=pombo-correio&busca=pombo-correio&busca=pombo-correio